Esta terça-feira, num tribunal de New Hampshire, o advogado da GT Advanced Technologies, Luc Despins disse que a empresa assinou um acordo com a Apple para uma “separação amigável”. Com este acordo, a Apple permite à GT a venda de todos os activos presentes na fábrica do Arizona, enquanto a GT vai manter em segredo todas as razões para o rompimento desta ligação.
Com o lançamento dos dispositivos iPhone 6 e do iPhone 6 Plus e com a expectativa de que os ecrãs de safira fossem usados nesses dispositivos, as acções da empresa subiram em flecha. Mas o facto importante é que a Apple nunca utilizou esses ecrãs nos seus dispositivos, sendo a safira apenas utilizada no Apple Touch Id. Após o lançamento dos seus mais recentes dispositivos móveis, a gigante de Cupertino e o mundo recebem uma surpreendente notícia, a falência da GT.

Neste negócio a Apple abre caminho à GT para o encerramento da unidade fabril no Arizona, unidade que a própria empresa ajudou a financiar e que, segundo a Fortune, rondou os 439 milhões de dólares. Sendo assim, durante o próximo ano a GT tentará vender os 2036 fornos que foram utilizados para aumentar os cristais de safira. Todo o valor angariado com essas vendas será para pagar a Apple. Em troca a gigante de Cupertino não apresentará mais nenhuma queixa contra o antigo fornecedor.
O valor que a GT terá de pagar à Apple não foi ainda divulgado.
Quem não ficará feliz com estas notícias serão provavelmente os investidores da gigante de Cupertino, pois com este acordo nunca chegarão a descobrir as verdadeiras razões que levaram ao colapso desta relação e da empresa.
Segundo a Reuters, o facto de a GT não ter atingido as metas de produção acordadas no contrato celebrado com a Apple em Dezembro de 2013, poderá ter sido o motivo para o término desta relação.
Por Hugo Sousa para PPLWARE.COM
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