A gigante americana revela que as receitas da empresa no primeiro trimestre deste ano fiscal tiveram uma subida de cerca de 25%, no entanto os lucros da empresa caíram. Então, a que se deve esta queda afinal?
Falando em números concretos, no encerramento do trimestre, a 30 de Setembro a empresa apresentou uma receita que atingiu os 232 mil milhões de dólares, valor superior ao avançado pela Thomson Reuters, que apontava uma meta de 22 mil milhões. No entanto embora a empresa tenha superado as expectativas na receito, ficou aquém nos seus lucros, pois no mesmo período o lucro liquido da empresa rondou os 4,54 mil milhões de dólares, o que representa cerca de 0,54 dólares por acção, uma queda de 13 por cento por acção comparando com o primeiro trimestre do ano passado.

1,140 mil milhões de dólares foi a margem de lucro perdida pela empresa, tendo as despesas de integração e reestruturação sido as culpadas para esta queda, tento um impacto de cerca de 0,11 dólares por acção. Mas em que consistiram estas despesas?
Basicamente estas despesas resultaram da enorme rodada de demissões que ocorreu em Julho deste ano, onde cerca de 18 mil funcionários foram demitidos dos quadros da empresa, representando 14 por cento da força de trabalho da empresa, sendo até a maior rodada de redução implementada na história da gigante americana e também devido ao entrosamento no negócio dos produtos e serviços da Nokia, empresa adquirida pela Microsoft em Abril por um valor que rondou os 7,2 mil milhões de dólares.
“Estamos a inovar mais rapidamente, envolvendo-nos mais profundamente em toda a indústria, e colocando nossos clientes no centro de tudo que fazemos, tudo o que posiciona a Microsoft para o crescimento futuro”
Satya Nadella, CEO da Microsoft
Contudo o balanço é positivo. A empresa divide a sua actividade em dois segmentos principais, os Devices and Consumer que alimentaram as receitas da empresa em cerca de 47%, representando assim um valor de 11 mil milhões de dólares e o Commercial Group que teve um crescimento de 10%, cerca de 12,3 mil milhões de euros em receita.
Devices and Consumer

Quanto a este segmento, a empresa destacou o crescimento do número de assinaturas do Office 365 Home e Personal que representa 25 por cento da receita deste segmento neste trimestre, as vendas do Surface PRO que rendeu cerca de 900 milhões de dólares e o aumento das vendas da consola XBOX que aumentou também este trimestre em 102 por cento.
Quanto ao negócio móvel a empresa conseguiu arrecadar com a Nokia, uma receita que rondou os cerca de 2,6 mil milhões de dólares.
Commercial Group

Neste segmento a empresa viu as suas receitas a aumentar assim como no segmento anterior, tendo esta receita crescido em 13 por cento devido à venda de produtos como o SQL Server, System Center e o Windows Server.
Quanto a serviços como o Office 365, o Azure e o Dynamics CRM a empresa contou com um crescimento da receita em cerca de 128 por cento. Quanto a licenças do sistema operativo Windows, a empresa viu as suas receitas a subirem em cerca de 10%.
Como se pode ver por estes resultados, muito embora os lucros tenham descido, o crescimento da empresa continua de vento em pouca, tendo a empresa conseguido em quase todos os seus produtos aumentar as receitas, no entanto, embora ainda não seja muito claro, surgem notícias que a empresa pretende eliminar mais 2900 postos de trabalho até Junho do próximo ano, irão estes despedimentos afectar novamente os lucros da empresa?
Por Hugo Sousa para PPLWARE.COM
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