Mesmo tendo vendido a sua área de dispositivos móveis à Microsoft, a Nokia continuou com uma forte presença em várias frentes tecnológicas, abrangendo desde equipamentos para operadores de telecomunicações até a várias ofertas no campo do software.
Os planos da Nokia para os próximos anos continuam a contemplar desenvolvimentos e inovações nestas várias áreas, mas também pretendem, já em 2016, voltar ao mercado dos smartphones.
Esta ideia, e vontade, foram apresentadas no evento Nokia Capital Markets Day 2014 pelo CEO da Nokia, Rajeev Suri. Mas surgem agora as condições especiais para que este retorno aconteça.
O modelo que vai ser seguido pela Nokia não vai passar pelo desenvolvimento e fabrico dos novos dispositivos, mas sim pelo licenciamento da marca a fabricantes que pretendam construir os seus próprios equipamentos.
Desta forma a Nokia volta a fazer uso da sua marca, um dos seus maiores activos que está temporariamente a uso pela Microsoft, fruto do negócio realizado entre as duas empresas.

Para já a Nokia tem de esperar pelo último trimestre de 2016 para poder avançar com este modelo de negócio, altura em que termina a autorização da marca pela Microsoft.
Mas a Nokia não pretende entregar a sua marca de forma completamente desregulada e sem controlo. Pretende exercer uma análise criteriosa no que os seus futuros parceiros vão produzir e de que forma o fazem, garantindo assim que a sua marca mantém os padrões de qualidade a que habituou os consumidores e que sempre fizeram parte dos seus produtos.
Esta nova abordagem da Nokia permitirá à marca continuar a centrar-se em desenvolver e produzir os seus actuais produtos, ao mesmo tempo que mantém vivo o seu maior e mais conhecido activo, os telefones.
Não será por isso estranho que num futuro próximo surjam, para gáudio de muitos, smartphones Nokia com Android ou outros sistemas operativos.
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