1. Como é que a Muzzley está a entrar no mercado da domótica? Qual é o posicionamento que querem alcançar neste segmento… e o que mudou desde os primeiros tempos em que falámos e a atualidade?
O Muzzley é uma plataforma que possibilita fabricantes de dispositivos não conectados a conectarem-se ao mundo da Internet das Coisas, assim como permite que o utilizador una todos os seus dispositivos conectados numa só aplicação de telemóvel, evitando, assim, a utilização de uma aplicação para cada dispositivo. Em paralelo, o Muzzley está a desenvolver um sistema inteligente que permite que estes dispositivos aprendam com o comportamento do utilizador ao longo do tempo e entendam o contexto em que este se encontra. Dependendo disso, a app sugere acções relativamente aos dispositivos com um elevado grau de relevância para o mesmo (e.g. Utilizador chega a casa, Muzzley sugere que dispositivos no escritório sejam desligados).
Assim sendo, o Muzzley posiciona-se no mercado como uma marca/empresa que se dedica a facilitar o modo como os utilizadores interagem com os seus dispositivos conectados e, ao mesmo tempo, foca-se na expansão da sua plataforma ao integrar com produtos de fabricantes como a Belkin, a Philips e a Insteon, assim como acelera a entrada de fabricantes no mundo da domótica, para que estes possam acompanhar de modo mais competitivo a concorrência feroz que se começa a verificar.

2. Já têm clientes? Quantos?
O Muzzley é uma plataforma bastante ampla em termos de serviço que fornece, daí que os nossos clientes sejam não só os utilizadores da app, mas também os fabricantes que integram a nossa plataforma. No primeiro caso, decidimos apenas focarmos em aquisição de utilizadores em meados de 2015, uma vez que o mercado da demótica se encontra num estado um pouco precoce; ainda assim, podemos já contar com mais de 50,000 utilizadores à volta do mundo. Relativamente a fabricantes, recentemente fechámos parcerias com a Insteon, uma tecnologia de domótica que conta com mais de 200 produtos; a EnOcean, uma tecnologia sem fios usada primeiramente na construção de residências com sistemas automáticos; e integrámos na nossa plataforma dispositivos como o Belkin WeMo Switch (interruptor), Rachio Iro (sistema de rega), Philips Hue (lâmpada), entre outros.
3. Quais as vossas perspetivas para o CES?
A nossa presença no CES foi um grande sucesso. Partilhámos o stand com a AllSeen Alliance, uma aliança dedicada à formação de uma linguagem comum (chamada AllJoyn) entre dispositivos conectados. Uma vez que o Muzzley é membro desta aliança, e está neste momento a desenvolver um projecto com eles, pensámos que seria um benefício para ambos partilhar este espaço.
O nosso stand tinha como alvo principal o fabricante, mas possibilitámos também ao utilizador comum a interacção com uma “smart home”, de modo a que este se pudesse familiarizar mais e mais com a realidade vindoura que é a Internet das Coisas. A reacção foi muito positiva – reuniões seguidas com fabricantes interessados em saber mais sobre a nossa plataforma, “tours” a grupos de 5+ pessoas de cada vez, assim como vários elogios rasgados ao design do stand, que de facto se distinguia das opções standard que normalmente outras marcas adoptam.
Em jeito de balanço, podemos dizer que a CES foi o local ideal para se estar não só para o lançamento da nosso sistema inteligente, mas também para a nossa primeira aparição oficial no mundo da Internet das Coisas
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