O material desenvolvido deverá, no futuro, integrado nos pensos normais permitindo, assim, tratamentos mais rápidos e eficazes. “As equipas científicas envolvidas, no InFact descobriram como converter os materiais curativos de feridas numa ferramenta de diagnóstico capaz de informar o doente e o clínico sobre o estado da ferida”, explica Artur Cavaco-Paulo, investigador responsável pelo projecto, no qual participou, também, a aluna de doutoramento Ana Vanessa Ferreira.
Além de detectar a existência de uma infecção, serão incorporados nos novos pensos sistemas de cores específicos para cada enzima, o que permitirá ajustar o tratamento e avaliar de forma rápida e simples a progressão da cicatrização da ferida.
O prognóstico da ferida infectada é feito, actualmente, apenas quando a patologia já é evidente, e é combatida com o recurso a antibióticos. Desta forma, as bactérias podem criar resistência aos antibióticos. Com o novo método,tal não acontece, o que contribuiu para uma melhoria da qualidade de vida dos doentes.
Artur Cavaco-Paulo é especialista nas áreas da Biotecnologia da Bioengenharia da Saúde. É autor de vários artigos publicados e já participou em dois projectos de investigação em desenvolvimento.
O CEB surgiu em 1995 e tem como principal objectivo a integração entre a engenharia e as ciências da vida, de forma a potenciar o desenvolvimento de bioprocessos industriais inovadores. Opera essencialmente nas áreas da Biotecnologia e Bioengenharia.
Via CorreiodoMinho
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